segunda-feira, 29 de outubro de 2012


LIÇÃO DE MARIA JOÃO DE DEUS

Chico contava que, numa das vezes em que o espírito de sua mãe lhe apareceu, revelou a ele que estava aprendendo línguas no Mundo Espiritual, para que, quando reencarnasse, encontrasse maior facilidade no aprendizado de idiomas...
A lição, aparentemente singela, encerra profundos ensinamentos a encarnados e a desencarnados:
1º - dentro da Vida que é única, mostra a integração existente entre os Dois Planos em que ela se manifesta.
2º - esteja na Terra ou no Além, ninguém deve se imaginar “fora de tempo” para adquirir Conhecimento.
3º - para onde for, o espírito leva sempre consigo a bagagem intelecto-moral amealhada.
Portanto, em sã consciência, dentro da visão imortalista, o homem encarnado, ou desencarnado, não deve se considerar inapto para dar início a determinados empreendimentos que concorram para a sua evolução.
Equivocam-se os que alegam:
- Estou muito velho para voltar a estudar...
- Deixarei para começar na outra encarnação...
- Espero por condições que me sejam mais favoráveis...
- Agora, não dá mais...
- Não tenho como efetuar as mudanças que desejo...
Claro está que estamos nos referindo única e tão somente a todo e qualquer esforço que objetiva o crescimento do espírito.
Não nos esqueçamos de que Allan Kardec, sem saber disto, preparou-se para a tarefa a que deu início quando já contava com meio século de vida...
O próprio Cristo esperou trinta anos para descerrar o advento da Boa Nova em favor da Humanidade...
Em qualquer tempo que sejam plantadas, as sementes florescem e frutificam!
Maria João de Deus, segundo a palavra de Chico, estava semeando no Plano Espiritual para colher sobre a Terra, não obstante, são muitos os que semeiam sobre a Terra para colher no Mundo Espiritual!
Ninguém deve se afligir pela colheita, mas sim pela semeadura.
Sob esta lógica, ainda que, de um dos Dois Lados da Vida, estejamos vivenciando os nossos últimos momentos, prestes a desencarnar ou a reencarnar, não continuemos a desperdiçar tempo ante o aprendizado que nos compete realizar, que, quanto mais cedo for efetuado, mais depressa nos cumulará com as suas bênçãos, fazendo-se-nos alicerce para mais amplas e enriquecedoras conquistas ao espírito.

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 27 de agosto de 2012.


 APRENDENDO A PENSAR COM O ESPIRITISMO

O Espiritismo, sem dúvida, é a doutrina que nos ensina a pensar, e mais: é a doutrina que nos possibilita o livre pensar!
Saber falar, o homem já sabe desde muito; saber escrever, não faz tanto tempo assim – por exemplo, a luta contra o analfabetismo no Brasil continua... Saber pensar, porém, é aprendizado de hoje, para não dizer de agora!...
Até bem pouco, principalmente no campo da crença religiosa, o homem recebia o alimento intelectual que os teólogos mastigavam e lhe vomitavam aos ouvidos...
Aliás, pensar além do que fosse permitido, costumava acabar em masmorra ou fogueira...
O Espiritismo significou, e significa, a libertação do pensamento humano! Ninguém comparece a uma casa espírita apenas para receber o passe, tomar a água fluidificada, fazer as suas orações... O que os frequentadores, em geral, costumam ouvir numa casa espírita lhes soa como sendo grande novidade – e isto desde muitas existências! Eis, talvez, o maior contributo de Allan Kardec para a Humanidade: quebrar as correntes da ortodoxia e do fanatismo religiosos!...
A assembléia de uma casa espírita é o retrato da Humanidade acordando de profundo processo letárgico: alguns estranham o ambiente em que se encontram – examinam até as paredes; outros, ainda sonolentos, bocejam durante a reunião; outros mais, logrando ouvir apenas parte do discurso, quase às tontas, contestam o discurso inteiro...
Em sua ignorância praticamente absoluta, muitos querem que o Espiritismo lhes forneça respostas definitivas a todos os seus questionamentos: querem saber da essência de Deus, sobre a criação do espírito, como é a vida, em toda a sua amplitude, além da morte do corpo...
Emmanuel, no livro que leva o seu nome, falando sobre os animais, ao refletir sobre a evolução do princípio anímico, escreveu com transparência, no capítulo XVII: “Os desencarnados de minha esfera não se acham indenes, por enquanto, do socorro das hipóteses. A única certeza obtida é a da imortalidade da vida e, como não é possível observar a essência da sabedoria, sem iniciativas individuais e sem ardorosos trabalhos, discutimos e estudamos as nobres questões que, na Terra, preocupavam o nosso pensamento.” (destaquei)
Ora, se os espíritos da esfera de Emmanuel, ou seja, de superior hierarquia, discutem e estudam em torno das questões de maior transcendência da Vida, por que, na busca incessante da Verdade, haveríamos de nos calar, ou consentir que se nos castrasse a faculdade de pensar?!
O verdadeiro inimigo da Doutrina, pois, é o teólogo que, noutra roupagem física, ainda não perdeu o hábito de ruminar e, de envolto à sua baba sectária, vomitar o alimento que nem ele próprio consegue engolir...
Chega! À luz da Fé Raciocinada, ruminemos nós mesmos o nosso próprio alimento, não consentindo que fulano ou beltrano, porque, na condição de médium ou de articulista, seja portador desse ou daquele esfarrapado currículo doutrinário, faça de nossos ouvidos a sua lata de lixo!...

INÁCIO FERREIRA 
Uberaba – MG, 24 de setembro de 2012.
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A “PARTÍCULA DE DEUS” E OUTRAS BOLINHAS DE GUDE...

Não resta dúvida de que é muita pretensão denominar-se de “partícula de Deus” ao Bóson de Higgs, cuja existência havia sido prevista desde 1964, pelo físico britânico Peter Higgs.
Quando encarnado, eu era do tempo em que aprendíamos na escola que o átomo seria indivisível, e, provavelmente, entre vocês que ainda se encontram no corpo carnal, haja um remanescente deste equivocado conceito que subsistiu até o final do século XIX.
Antes, porém, em “O Livro dos Espíritos”, obra básica da Doutrina Espírita, lançada a 18 de abril de 1857, os Espíritos haviam afiançado a Kardec que a matéria existe em estados desconhecidos pelo homem...
Na questão 22 do referido livro, o Codificador inquiriu: - Define-se geralmente a matéria: aquilo que tem extensão; pode impressionar os nossos sentidos; que é impenetrável. Essas definições são exatas? A resposta, como não poderia deixar de ser, foi notável antecipação científica: - “Do vosso ponto de vista, são exatas, porque não falais senão daquilo que conheceis. Mas a matéria existe em estados que não conheceis. Ela pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que não produza nenhuma impressão nos vossos sentidos; entretanto, será sempre matéria, embora não o seja para vós”. (destaquei)
Vejam: pode não ser mais matéria para vocês, que prosseguem nos domínios da matéria grosseira, mas para nós, os desencarnados, a matéria, por mais sutil, não deixa de ser matéria!
Diante disto, sinceramente, eu não sei como ainda existem aqueles que continuam afirmando que a cidade de “Nosso Lar”, por exemplo, é mera criação mental...
Na obra “No Mundo Maior”, André Luiz, no capítulo 4, em conversa com o Instrutor Calderaro, ouve dele a seguinte afirmativa: “... o espírito mais sábio não se animaria a localizar, com afirmações dogmáticas, o ponto onde termina a matéria e começa o espírito”!
Em outras palavras reconheço talvez de maneira um tanto temerária, que Calderaro nos induz a pensar que, no princípio de tudo, espírito e matéria se confundem – não nos esqueçamos de que os Espíritos Superiores, inclusive, admitem que a evolução do princípio inteligente tenha por berço o reino mineral!
Todavia, não é este o objeto de nossas reflexões neste arrazoado, em torno do qual, mais tarde, voltaremos a dialogar. O que agora pretendemos destacar é que, a pouco e pouco, a Ciência, antes inteiramente materialista, caminha para a descoberta do Mundo Espiritual!
Emmanuel, em brilhante prefácio ao livro “Nos Domínios da Mediunidade”, escreveu que “químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas”.
É isto aí: o Bóson de Higgs ainda está muito longe de ser o último reduto da matéria e, muito menos, a denominada “partícula de Deus”, porque quando a matéria se lhe desfizer inteiramente diante dos olhos e de seus aparelhos eletrônicos ultrassofisticados, o homem apenas terá se deparado com os limites do Universo considerado físico, dando espetacular “salto quântico” para os domínios de mais uma das infinitas moradas da Casa do Pai!
A “partícula de Deus”, portanto, não passa apenas e tão somente da singela “partícula de Higgs”, o cientista que ousou afirmar que existem outras bolinhas de gude além daquelas que se encontram reunidas em seu pequeno embornal de criança!...

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 1º de outubro de 2012.

MATILDE E GREGÓRIO
Muitas vezes, nós nos inquietamos pelos afetos queridos que, refratários aos nossos bons conselhos, afastam-se do caminho do Bem. E, por eles, mesmo depois de desencarnados, costumamos nos afligir, ignorando a realidade que todos somos filhos de Deus, que, em respeito ao nosso livre arbítrio, nos permite palmilhar as estradas mais equivocadas.
Deveríamos, dos Dois Lados da Vida, termos mais na lembrança as sábias palavras do Cristo, quando perguntou aos Apóstolos em tom de advertência: - “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”
Naturalmente que, ao longo dos séculos e dos milênios, o verdadeiro amor nunca olvida aqueles que se constituem em objeto de seus cuidados, embora nem sempre eles consigam, de imediato, corresponder às expectativas do amor com que são amados.
Semelhantes reflexões nos ocorrem a propósito do drama que André Luiz, no seu magistral “Libertação”, descreve envolvendo Matilde e Gregório.
Gregório, conforme se sabe, de 1227 a 1241, foi o Papa Gregório IX, o organizador da Inquisição Pontifícia. E, por estranha ironia, chegou a ser amigo de Francisco de Assis, apoiando a fundação da Ordem dos Franciscanos.
Pelas palavras de André Luiz, escritas em 1949, tudo nos leva a crer que Gregório, desde quando desencarnou, há mais de setecentos anos, não mais voltara a Terra, permanecendo todo este tempo nas regiões inferiores do Mundo Espiritual.
Por favor, leitor, você confira nas páginas da citada obra o que estamos dizendo.
À época em que Gregório foi Papa, Matilde fora sua mãe e, com certeza, quem lhe incentivara a vocação religiosa, na qual, infelizmente, acabou se comprometendo tão gravemente.
_Como pudeste esquecer !– ela lhe disse em inusitado encontro nas Trevas – por alguns dias de autoridade efêmera na Terra, as nossas redentoras visões do Cristo angustiado na cruz? Aderiste aos Dragões do Mal pela simples verificação de que a tiara passageira não te poderia aureolar a cabeça nos domínios da vida eterna a que a morte nos arrebatou: entretanto, o Divino Amigo jamais descreu das nossas promessas de serviço e espera por nós com a mesma abnegação do princípio. Vamos! Sou Matilde, alma de tua alma, que, um dia, te adotou por filho querido e a quem amaste como dedicada mãe espiritual.
Sete séculos foram necessários para que Matilde encontrasse ocasião de, outra vez, tocar o coração de Gregório, a fim de que pudesse ter início o processo de sua redenção espiritual.
O embate que se travou nas Trevas, cujas cenas são descritas por André Luiz de maneira magistral, digna de uma película cinematográfica, foi emocionante. – Verificara-se, ali – registrou o autor –, naquele abraço, espantoso choque entre a luz e a treva, e a treva não resistiu...
Deduz-se que, naquele momento, Gregório simplesmente desencarna de novo, e, então, nos braços de Matilde, um espírito de elevada hierarquia, é conduzido a ser hospitalizado em alguma Instituição nas proximidades, que passaria a cuidar de seu necessário regresso a Terra.
Conforme sugerimos, leia a obra e, depois, a gente conversa mais sobre o assunto.

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 8 de outubro de 2012.

domingo, 28 de outubro de 2012


DEPOIMENTOS DE SUICIDAS MESMO DESILUDIDOS, É PRECISO VIVER NO HOSPITAL DE MARIA, NO PLANO ESPIRITUAL
Não existe olhar mais tristonho que o de remorsos, e por ali era só o que víamos. Aproximei-me de uma jovem que se havia atirado do alto de um edifício. Ela caminhava devagar; observando-a, pareceu-me estranha: era como se ela fosse de porcelana e houvesse trincado. Nas partes em que sofrera fratura no corpo físico, apresentava ainda dificuldade de movimentos.
Sorri. Meio envergonhado, retribuiu-me o sorriso, iniciando a conversação:
- És suicida?
- Não, não sou. Aqui me encontro em estudo.
Com triste expressão, falou:
- Deve ser muito bom vir até aqui na condição de estudante.
- Por que se suicidou?
- Fui abandonada pelo namorado e julguei que sem ele não suportaria viver.
- Irmã, há quanto tempo isso aconteceu?
- Há dez anos. O remorso me corrói o espírito. Muitas vezes me apalpo, procurando em mim algo que possa interromper a vida. Parece-me que desde aquele terrível dia jamais minha mente cessou de trabalhar; é um desespero constante. Por mais que eu receba ajuda, sinto-me consciente a cada momento do meu gesto impensado. Como é mesmo o teu nome?
- Luiz Sérgio falei, estendendo minha mão em sinal de sincera amizade.
- Luiz Sérgio, não sei por que não existe na Terra campanhas de esclarecimento sobre o suicídio.
Fala-se tanto em aborto, em assassinato, em furto, mas ninguém se lembra de alertar sobre o pior dos crimes. Vamos até o jardim, sinto-me ainda muito cansada, lá saberás tudo.
Bem alojados sob um belo caramanchão florido, esperei pacientemente que ela iniciasse o relato:
- Tinha eu quinze anos quando conheci Alexandre. Foi amor à primeira vista: apaixonamo-nos, um pelo outro. Inebriante, entregamos-nos intimamente e, quando percebi, eu não era mais a querida namorada e sim a mulher da qual ele vinha se cansando. Fui ficando ciumenta, desesperada, insegura, e as minhas reclamações o cansavam cada vez mais. Um dia ameacei-o de contar tudo a meu pai. Olhando- me firmemente, redarguiu: Não foste forte e cuca livre para assumir um caso? Então, tem agora dignidade pra compreender que tudo acabou. Foi belo enquanto durou. Nem podes, Luiz, imaginar o que me aconteceu.
Ele tinha razão: eu não estava preparada para uma entrega tão íntima. Qualquer mulher, quando chega a uma situação como essa, precisa estar despojada de preconceitos e eu sempre sonhara entrar de braços dados com meu pai em uma igreja florida e o meu príncipe me esperando no altar com o olhar de homem apaixonado.
- Então, por que você iniciou essa aventura?
- Paixão e falta de coragem para negar.
- Mas hoje, Lucy, as menininhas estão indo nessa e, muitas se casando apenas por casar. Nem sempre a orientação sobre liberdade é a correta e assim vários jovens estão se vendo presos em uma rede de remorsos. Mas e depois? Conte minha irmã, eu a interrompi.
- Alexandre começou a me evitar. Bastava eu chegar onde ele estivesse, para que se retirasse. Um dia fui procurá-lo em sua casa e lá encontrei uma jovem de minha idade, que me foi apresentada como sua noiva. Abafei um grito em meu peito, tal a minha dor. Quando de lá saí, só desejava morrer. Chegando a casa, tomei a decisão e saltei, à procura da morte. Mas ela não existe e me vi estirada, toda moída, lá no asfalto. Perdi a noção do tempo; lembro-me apenas que uma velhinha sempre ficava ao meu lado, dando-me forca através da prece: era minha avozinha. Muitas vezes desejei levantar, mas podes imaginar alguém todo quebrado? Assim era a minha realidade. Pensei demais, ate que um dia minha avó ajudou-me a me erguer e, com dificuldade, conseguimos dali sair, chegando até um centro espírita. Graças às preces aos suicidas, recebemos um cartão que nos permitia um tratamento na própria casa. O meu sofrimento só cessaria quando eu tivesse setenta e cinco anos, época em que estava programado o meu desencarne natural.
- Irmã, por que tudo isso? Temos presenciado suicidas já conscientes, que não padeceram tanto.
- Luiz, muitos aprenderam a desencarnar, e depois, cada caso é um caso.
- E daí, Lucy? Pode continuar...
- Sim, faz-me muito bem recordar, principalmente os tratamentos nos grupos especializados. Ah, isso é ótimo! Gostaria de relatar. Éramos levados até o grupo mediúnico, pois que internados nos encontrávamos naquele Centro. Quando entrávamos na sala, muitos sentiam o odor forte, nós, principalmente, éramos atormentados com o cheiro dos nossos próprios corpos putrificados e, muitas vezes, tínhamos a impressão de que os vermes nos corroíam. O grupo mediúnico que prestava auxilio era composto de pessoas muito equilibradas, já que nós nos perdêramos por fraqueza. Não podes imaginar o alivio que experimentava o espírito de um suicida ao contato com um médium amoroso. Quando o mentor nos aproximava do médium, era como se o nosso espírito adormecesse, anestesiado pelos fluídos bons do encarnado, afastando-se de nós aquela desagradável sensação que vínhamos experimentando desde o instante do ato impensado. Muitos choravam quando eram retirados de juntos do médium; era como se nos tirassem o oxigênio. Luiz Sérgio existe tão poucos grupos que prestam ajuda aos suicidas! Para esses grupos, não são necessários médiuns de psicofonia, pois muitas vezes o suicida não deseja falar, almeja, apenas, deixar de sentir o desespero. Enganam-se aqueles que organizam grupo de auxilio ao suicida, somente com os chamados médiuns de incorporação. Os encarregados devem aproveitar aqueles que são ótimos auxiliares do Cristo, mas ainda esquecidos na Doutrina os médiuns doadores. Só o contato do doente com um médium equilibrado já o beneficia. E ali, Luiz Sérgio, permaneci muitos meses, até que um dia fui trazida até aqui, onde já me sinto curada. Sei, entretanto, que levarei de volta, quando reencarnar, um corpo doente, porque eu mesma o destruí e só o meu coração regenerado poderá curar-me.
Esforçava-se para não chorar. Segurei a mão de Lucy e, com os olhos orvalhados de lágrimas, falei-lhe:
- Minha querida irmã, jamais a esquecerei; sempre que eu puder, virei revê-la. Você representa também para mim uma mão estendida. Mão esta que precisou ser marcada pela dor, para voltar à vida.
- Obrigada, Luiz Sérgio, fico contente por ter-te conhecido. És muito bacana; a tua alegria me fez lembrar o passado, quando eu sonhava em ser feliz.
- Sonhava não, Lucy, sonha, porque como diz Ocaj: Não assassinemos as nossas realidades para não distanciarmos nossos sonhos.
Ela me fitou e pela primeira vez vi a esperança naqueles belos olhos azuis. Apertando bem forte sua mão, despedi-me. Caminhei, pensando: Deus, como sois poderoso em tão bem nos compreender. Se hoje nada desejamos, amanhã, em busca de algo nos encontraremos e assim, Pai, ides compreendendo as nossas fraquezas e não nos ofertando por ofertar e sim, quando , quando já adultos, soubermos o que desejamos. Hoje, Senhor, peço-Vos por todos aqueles que vivem duras e cruéis realidades e estão em vias de deixar tudo para trás através do suicídio. Fortalecei, Senhor, os Seus protetores para que possam segurar bem firme essas almas em desespero.
Que estas linhas possam chegar às mãos de todos aqueles que desesperados se encontram e que eles saibam que deste lado do horizonte existe alguém que todos os dias pede a Deus muita paz e muito amor para todos os seus irmãos.
Eu amos todos vocês, meus queridos amigos.
Mãos Estendidas Luiz Sérgio cap. V pág. 29

Como Criar um Delinquente




Água Irradiada para os Irmãos Animais
Ainda existe certa resistência quando se fala em passes para animais ou irradiação da água para estes irmãos, mas tudo é simples quando visto a luz da própria Doutrina. Porém a dúvida sempre persiste: Água fluidificada ou água irradiada?
A resposta também é simples: Para seres humanos água fluidificada, para animais água irradiada.
Mas há diferença?
Sim, e muita!!
Iniciemos com uma importante frase de Bezerra de Menezes, do livro Loucura e Obsessão -As Consultas-, quando ele coloca que: “A água, em face da constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada”.
Ou seja, a fluidificação da água é aquela em que fluídos vitais necessários à cura do Espírito são colocados e agem como medicamentos no corpo astral, já que nos seres humanos, devido à lei de Causa e Efeito, a doença se inicia no Espírito e posteriormente surge no corpo físico. Nos animais o processo da doença não é o mesmo ela se inicia no corpo físico, na maioria das vezes as doenças surgem mais por culpa, se podemos assim colocar, do tutor do que propriamente pela necessidade do tutelado, pois que os animais não estão sujeitos a lei de Causa e Efeito, portanto é necessário que a água aja não no corpo espiritual e sim no corpo material que absorve o magnetismo negativo que muitas vezes provêm dos tutores, por isso a necessidade de se atentar a grande responsabilidade que os tutores têm por seus tutelados.
Nos dois casos o processo de mudança ocorre através da prece e do auxílio dos benfeitores espirituais, tanto para irradiá-las quanto para fluidificá-las. Assim, diferentemente da água fluidificada onde os fluidos medicamentosos agem no Espírito a água irradiada é, em suas moléculas, acrescida de componentes magnéticos mais materiais, que irão criar uma condição diferente para a melhora da saúde física dos animais, já que, tal como ocorre no passe, muito embora a matéria destes irmãos assemelhe-se a nossa, a energia que a reveste bem como suas necessidades materiais e espirituais são diferentes das dos seres humanos, mas ambas possuem a mesma finalidade, a qual foi bem definida por André Luiz, quando se refere a cura: "[...] precioso esforço de medicação pode ser levado a efeito.
“Há lesões e deficiências no veículo espiritual a se estamparem no corpo físico, que somente a intervenção magnética consegue aliviar, até que os interessados se disponham à própria cura".
No caso dos animais, onde a doença existe no corpo material, esses componentes da água irradiada irão criar uma aglutinação nas células desses irmãos, fortalecendo-as assim como a seus órgãos afetados, possibilitando que o tratamento recebido pelos veterinários da Terra surtam um  efeito mais positivo , pois a irradiação da água vem para unificar esses tratamentos e harmonizar o sistema nervoso central de nossos irmãos.
Ao contrário da água fluidificada, a qual sempre se pode adicionar mais água e o efeito será o mesmo, a adição de mais água, no caso da irradiada, não permitirá que o mesmo efeito ocorra, exatamente por se tratar mais da parte material que espiritual, assim, a adição de água acaba por enfraquecer, diminuindo a quantidade de componentes que iriam agir na matéria.
Uma questão que pode surgir ainda é: pode-se irradiar a água em casa ou em clínicas veterinárias para fortalecer assim o campo magnético do animal assistido? Sim, tal como é possível fluidificar a água durante o Evangelho no Lar, é possível também irradiar a água que será ministrada aos irmãos menores animais, basta para isso a utilização de um recurso simples, o recurso da prece e da comunhão de pensamentos com os irmãos zoófilos que irão transformar nosso magnetismo, tal como no passe, para a energia necessária a esses irmãos. A água é um recurso necessário tanto para os animais humanos, quanto para os animais não humanos, tal como diz Allan Kardec ao se referir à água em seu livro A Gênese: “[...] as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo, ou, se quiserem, de reservatório.”
Sendo assim, a irradiação da água para os irmãos menores animais, bem como a fluidificação da água para os seres humanos, ou animais humanos, serve como veículo, ou ainda como coloca o próprio Kardec “como reservatório de poderosos componentes que irão agir no organismo de cada um”, transformando-se num poderoso recurso para as necessidades e desequilíbrios que causamos a nossos pequemos irmãos .

Redação do Informativo Irmãos Menores Animais

Nota:
Recolhi esse texto na internet e o achei absolutamente importante para se colocar na mesa de discussões dos espíritas. Afinal de contas se estamos num mundo onde não somos as únicas criaturas existentes e os animais fazem parte das nossas vidas e de forma tão abrangente porque não se pensar neles também como necessitados dos nossos cuidados também dentro daquilo que  a Doutrina nos ensina?
Vamos iniciar uma discussão através dos e-mails?  Inclusive com mais material e mais atenção àqueles que estão ao nosso redor e não têm a voz que nós temos em sua própria defesa?

Antonio Celso